AULA 21. Fragmentação e geometria


Nesta parte da matéria, vai-se falar em novas formas que não necessitam de ajuda da geometria para serem compreendidas. Estas formas têm carácter figurativo.
As novas formas do informe são:


1. Fracturas (volumes rotos, sobreposição…)

Verificam-se edifícios com volumes torcidos/rotos e às sobreposições. É um mundo fraccionário já construído.

Ampliação do museu Vitoria & Albert, Londres
Liebskind, D. 1996 – 2004

Muro ascendente que está a crescer, como se fosse a casca de uma laranja. O edifício não está a tentar integrar-se no local onde está situado, até porque já existia, apenas é uma ampliação do mesmo edifício com diferentes características. A ideia do edifício é de apenas um único muro que está a crescer que se apoia noutro muro para criar um volume interior, onde o muro é cada vez mais pequeno. O peso do edifício é suportado nele próprio sem qualquer viga. Assim, são formados espaços interiores/exteriores ao mesmo tempo que é fragmentado o espaço interior.


2. Distorções (paisagens artificiais)

Exemplo de edifício:

Estádio de Chartlety, Paris
Gaudin, H & B, 1988

Existe uma ascensão das grades que forma o próprio edifício. A cobertura demonstra formas em movimento.
O estádio está, em relação aos outros elementos que formam o espaço mais elevado, isto é, na zona de intercepção do estádio com os elementos envolventes, o estádio está mais elevado. Em toda a volta do edifício, parecem haver uma espécie de “costelas” do edifício que lhe dão um certo dinamismo e fazem parecer que o edifício está a mexer. Servindo ainda para a fluidez do público. Existindo assim, uma distorção da paisagem.


3. Encurvados (organicismos descompostos)

Residência Lewis, Cleveland
Gehry, F. 1989 – 95

Existe uma noção de que os espaços estão a ser modelados, que originam formas onduladas que não deixam perceber os limites.
Os três elementos que integram o edifício são, os espaços públicos (estão formados por uma manta ondulada), os espaços privados e por um apartamento para visitas.